terça-feira, 25 de junho de 2013

"Sem Partido" - Amigos eu errei!


Por: Marcelo Montebras 

"Amigos eu errei..." 

Calma, este não é o discurso do Jabor (um dos grandes expoentes da antipática elite brasileira), mas sim uma reflexão de quem pensou de forma arbitrária aos princípios da democracia e teve a dignidade de se auto corrigir (a tempo ou não... Isso é irrelevante).  

Não é de hoje que os termos "politica", "politico", "partido", "eleição", "corrupção" nos causam receio, insegurança e nojo. Estas palavras estão desgastadas, principalmente pelos seus maus usos ao longo do tempo. 

Pegando carona no inconsciente coletivo, adotando uma conduta gregaria e absorvido pela egrégora da revolta eu fui um dos muitos que gritaram em alta voz: "Sem Partido!".

Quando fazia isso, não estava atento ao que poderia estar por trás, apenas quis manifestar a minha insatisfação e repudio aos partidos políticos (todos eles, esquerdistas ou direitistas, já que os considero, igualmente, um mal desnecessário - sou a favor da extinção dos partidos políticos, mas apoio que os  candidatos sejam apartidários, legítimos representantes do povo e não de partidos, uma vez que os mesmos, os partidos, configuram ao meu ver, um crime chamado: formação de quadrilha). 

Vou repetir, pra que fique claro: sou a favor da extinção dos partidos politicos, mas apoio que os candidatos sejam apartidários, legítimos representantes do povo e não de partidos, uma vez que os mesmos, os partidos, configuram ao meu ver, um crime chamado: formação de quadrilha. 

Fiz questão de explicar isso pra que não venham a me comparar aos fascistas, que tanto desprezo.

Voltando ao foco, depois de muito pensar (e pesquisar) cheguei a conclusão de que o grito de "sem partido", é uma grande manipulação dos partidos de direita, para que os esquerdistas não participem (e também não tirem proveito disso) dessas manifestações. Uma vez que essas manifestações, tendo a repercussão que elas tiveram, não se tornasse uma vitoria desses mesmos partidos que saíram com suas bandeiras nas passeatas de todo o país. Esse "grito de guerra" (o "sem partido") é, sobretudo, uma forma de censura/ditadura. Mesmo não gostando de partidos eu devo, no minimo, tolera-los, e permiti-los exercer o seu direito, já que vivo num país democrata (sic).  Agir de forma contraria, como eu agi, é uma atitude extremista e sem fundamento. 

Repudio qualquer forma de ditadura, porém, mesmo assim, acabei tomando uma atitude antidemocrática quando levantei a bandeira do "sem partido". Lamento profundamente este ato e peço desculpas, sinceramente! 

Deixo aqui meu apoio as manifestações. Eu mesmo estive em algumas delas, de forma pacifica é claro. 

Sou a favor do pacifismo, mas admito que sem os ditos "vândalos", nada conseguiríamos. Políticos não se sensibilizam com esses atos pacíficos, por mais nobres que eles sejam. Políticos (aqueles que transformaram a politica em profissão) são frios, são calculistas... Não possuem ideologia, não levantam bandeiras e não defendem causas. Seu compromisso são com a vantagem própria. Se estas manifestações fossem estritamente pacificas, não obteríamos os resultados que obtivemos.

Mesmo parecendo contraditório (já que apoiei e apoio um movimento sem violência), reconheço que a ação direta, a desobediência civil e a anarquia tiveram papeis fundamentais para o pouco que conseguimos até o momento, creio que se não tivesse havido esta manifestação mais "enérgica", nem isso teríamos conseguido. Lembremos que a revolução francesa, a independência dos Estados Unidos, a do Brasil e outras tantas revoluções não conseguiram nada apenas gritando "sem violência" (espero sinceramente não ser mau interpretado neste paragrafo). O pacifismo foi nosso maior trunfo e a violência um mal necessário.

Fraterno abraço!

Marcelo Montebras





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