terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Como as Verdades Ocultas Chegaram Até Nós


Por: Canto Esoterico

Como as Verdades Ocultas Chegaram Até Nós (Doutrina Secreta)

Grande parte dos cientistas de hoje tende a classificar alguns fatos antigos como mitos e superstição. É necessário entender que nenhum mito, nenhum acontecimento tradicional, das lendas de um povo, em qualquer época, representou simples ficção, mas possui cada qual um fundo histórico verdadeiro. Sabe, entretanto, qualquer mitólogo ocidental, notadamente os alemães, que, sem o auxílio de simbologias, nenhuma das antigas Escrituras Sagradas pode ser entendida no seu exato sentido. Para isso, é importante que o simbolismo seja estudado em cada um dos seus aspectos, porque cada povo antigo tinha o seu método peculiar, de expressão. Numa palavra, nenhum papiro egípcio ou indiano, tijolo assírio ou manuscrito hebreu deve ser lido e aceito literalmente.

 Todas as sociedades esotéricas, ao longo da História, fizeram usos de emblemas e símbolos, como a Sociedade Pitagórica, a dos Eleusinos, as Confrarias Herméticas, do Egito, os Rosacruzes e os Francomaçons. Essas sociedades são todas relativamente modernas; nenhuma delas remonta além da Idade Média.

É natural, deve-se dizer, que os estudantes das escolas arcaicas, mais velhas, se neguem a divulgar segredos de uma importância muito maior para a humanidade (por serem perigosos para mãos ignorantes) do que os chamados segredos maçônicos, os quais, como dizem os franceses, passaram a ser segredos de Polichinelo!
Essa negação, contudo, deve ser entendida somente quanto ao significado psicológico, ou, mais propriamente, psico-fisiológico e cósmico, de um símbolo ou de um emblema a, ainda assim, só parcialmente. A transmissão disso, por ser perigosa, e não poder ser transmitida a qualquer um foi transmitida em registros, de forma cifrada, por meio de símbolos ou emblemas, cuja decifração requer chaves especiais.

Cabe aqui uma pergunta: Por que os Iniciados, os Mestres não revelam abertamente o que sabem? Respondendo: por que haveriam de o fazer, se, de antemão, nenhum homem de Ciência aceitaria, nem mesmo, como hipótese, e muito menos, portanto, como teoria, os fatos que lhes fossem expostos? O pouco dessa Verdade Sagrada, que veio a público não chegou a ser ridicularizado e posto em confronto, de um lado, com a "teoria animal" e do "símio" de Haeckel e de Huxley e, de outro, com a história da costela de Adão e da maçã?

As provas que são apresentadas, confirmando os antiquíssimos ensinamentos encontram-se dissseminadas em todas as escrituras das civilizações da Antiguidade. Os Purânas e o Zend Avesta e os clássicos antigos estão repletos de fatos assim, mas ninguém se deu ao trabalho, até hoje, de os recompilar e comparar entre si. A razão disto é que todos esses fatos foram registrados simbolicamente, e somente alguns espíritos perspicazes, só mui raramente, aprofundaram suas investigações, pois a grande maioria estava com a mente obscurecida por suas idéias préconcebidas . Nesses livros, entretanto, até uma parábola é um símbolo falado.

A história religiosa e esotérica de cada povo antigo acha-se entranhada nos símbolos, porque ela nunca foi expressa literalmente. Todos os pensamentos e emoções, todo o conhecimento e saber, adquiridos pelas primeira Raças ou humanidades da Terra encontravam sua expressão pictórica na alegoria e na paráboloa. Por que? Porque a palavra articulada tem um poder que os "sábios" modernos não só desconhecem, mas nem sequer suspeitam e, por isso, nele não acreditam. O Som e o ritmo estão estreitamente associados aos quatro Elementos dos antigos, e, porque tal e tal vibração no ar deve inevitavelmente despertar os Poderes correspondentes, a união com eles produz resultados bons ou maus, conforme o caso. Nunca foi permitido a nenhum estudante das verdades ocultas recitar narrativas de fatos religiosos com palavras que claramente os determinassem, para evitar que, de novo, fossem evocados os Poderes relacionados com tais acontecimentos. Estes só eram contados durante a Iniciação, e cada estudante devia vertê-los para símbolos apropriados, elaborados em sua própria mente e, mais tarde, submetidos ao exame do Mestre antes de aceito em definitivo.

Se os professores de Ciência, de hoje estiverem dispostos a confessar que, embora eles nada saibam - ou antes, nada queiram saber -, sobre o destino do homem desencarnado, esse futuro pode, contudo, encerrar um mundo de surpresas e revelações inesperadas, quando os seus Egos se acharem libertos do corpo material. Então o ceticismo não teria o mesmo efeito que hoje tem. Quem, dentre eles, sabe, ou pode dizer o que sucederá, quando o Ciclo de Vida deste Globo chegar ao seu fim, e a nossa mãe Terra entrar em seu derradeiro sono?

Tudo isto pode ser constatado na experiência do passado, mas esses registros permanecem ocultos na "Linguagem dos Mistérios", das idades pré-históricas, a linguagem a que hoje é dado o nome de SIMBOLISMO.

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