quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que é o ser humano?



Por: Ernani Eustaquio de Oliveira

Essa pergunta reveste-se de profunda significação filosófica. Vamos, para a responder, ater-nos à simplicidade. Comecemos por analisar um carro. Quando vemos um carro, em princípio, pensamos estar vendo algo por inteiro. Se formos avaliar, entretanto, um carro é constituído de vários componentes: Sistema de Ignição, Sistema Elétrico, Sistema Mecânico, Sistema Hidráulico, etc. Todos esses sistemas, funcionando de forma integrada, dão-nos a impressão de ser um todo agindo, um ser inteiro. Assim também é o computador: dissequemo-lo e, em vez de enxergarmos uma unidade, veremos um sistema operacional, um sistema de rede integrada, um sistema de interface com o usuário, etc. E, desta forma, tudo à nossa volta, em sua aparente unidade, é formada por componentes por partes, que, agindo em sintonia, em conformidade, traduzem a idéia de ser um todo operativo.

E o ser humano? Bem, o Ocultismo afirma que o ser humano também é formado por sete componentes que ele chama de princípios. O primeiro princípio é o Divino (é Deus no comando de tudo), o segundo é a chamada Alma Espiritual, do homem, que, na verdade, serve de canal, para que a Divindade se expresse em níveis mais grosseiros; o terceiro princípio é a chamada Alma Humana, é o ser, em nós, que pensa, responsável pelos nossos pensamento e ideação. O quarto princípio é nossa Alma Animal, ou a sede de nossas emoções e sentimentos, o quinto é o princípio vital, digamos, a corrente de vida que, como uma corrente elétrica, nos mantém vivos; o sexto é o duplo etérico, a matriz do corpo físico, num nível de expressão mais sutil, e finalmente vem o corpo físico (esse nós conhecemos sobejamente, porque o percebemos).

Esses sete princípios, operando, em integração, resultam nessa expressão chamada ser humano. Tudo nos vem da Divindade, mas essa energia divina, por ser muito espiritualizada, vai sendo “filtrada”, enquanto desce para se manifestar nos princípios mais densos ou mais grosseiros. Assim, por incompatibilidade de “ambientes”, a maior parte da pureza dessa energia vai sendo retida nos filtros, chegando uma parte insignificante ao corpo físico. É como a água e o óleo que não se misturam, enquanto o óleo não se refinar.
E nós podemos receber, com maior liberdade, essa energia divina? Podemos por meio de nosso próprio esforço e vontade, à medida que buscarmos nos tornar seres melhores.

E como tornar-nos-melhores? Tornando-nos menos egoístas e mais altruístas. Espelhemo-nos no Sol. Ele, de seu lugar, irradia luz e calor e ilumina todos os pontos da Terra (se isso não ocorresse, a vida morreria). O egoísmo nos faz concentrar a energia universal em pequenos pontos, e ela deveria, como a luz do Sol, fluir livremente, beneficiando a tudo e a todos.

Quando nos tornamos melhores, a energia divina, mais livre, permeia, com mais naturalidade, todos os princípios do ser humano, chegando ao corpo físico, que vai passando assim a ser a “expressão de Deus”.

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