terça-feira, 6 de novembro de 2012

As Iniciações nos Mistérios



Por: Canto Esotérico

As Iniciações nos Mistérios (A Sagrada Trinosofia)

A iniciação, dentro dos mistérios, era definida pelos filósofos antigos como a suprema aventura da vida e como o maior bem que pode ser outorgado à alma humana durante sua curta permanência terrestre. Platão, no Fedro, assim escreve da suprema importância da aceitação dos Ritos Sagrados: "Do mesmo modo, em consequência desta iniciação divina, tornamo-nos expectadores de abençoadas visões, genuínas, sinceras e inalteráveis, numa luz pura; e seremos nós mesmos puros e imaculados e liberados desta vestimenta circundante, que denominamos corpo e, ao qual, agora estamos ligados como uma ostra à sua concha".

São Paulo também se refere à "experiência interna", pela qual, chegamos a SABER. Ele diz: "falamos de Sabedoria entre os perfeitos, não a sabedoria deste mundo, nem a dos Arcontes (Regentes) deste mundo, mas Sabedoria Divina em um mistério, secreta, que nenhum dos Arcontes deste mundo conhece". 

Uma iniciação é uma expansão da consciência para uma apreciação das realidades universais.  As cerimônias místicas, dos pagãos e cristãos primitivos eram, todavia, os símbolos externos, de processos internos. Através de ritos obscuros e meras aparências, os preciosos mistérios da perfeição eram transmitidos de idade, para idade. O profano satisfazia-se com as solenidades das formas e rituais, mas os Adeptos, aqueles que tinham recebido as chaves, utilizaram a sabedoria embutida nas alegorias, para aperfeiçoar sua faculdades espirituais, internas. Orígenes, o mais místico dos patriarcas anti-Niceanos (antes do Concílio de Nicéia), em seu prefácio ao Evangelho de São João, admite a natureza dupla, de todas as revelações teológicas: "Para os que vêem o sentido literal (ou exotérico), ensinamos o Evangelho da maneira histórica, pregando Jesus Cristo e sua crucificação, mas, para os proficientes, incendiados pela amor da Sabedoria Divina (os esotéricos), comunicamos o Logos (a Palavra)".

A perfeição não é conferida, é conquistada. Os homens não se tornam sábios, meramente testemunhando dramas sagrados, mais propriamente pela compreensão deles. O simbolismo é a linguagem das verdades divinas, uma escrita, pela qual, se pode revelar coisas que não é lícito revelar. "Pois os símbolos místicos são bem conhecidos por nós que pertencemos à Fraternidade" (Plutarco). Pela iniciação, o regulamento dos trabalhos é estabelecido. 

O homem divino e o divino no homem são levados á perfeição somente pelo trabalho.

Durante as cerimônias de iniciação, ao neófito, era dada a Lei. As grandes verdades, pelas quais, o Universo se dirige à inevitável identidade com Deus eram reveladas. Restava ao iniciado aplicar esta Lei e, através desta aplicação, obter imortalidade consciente. Há uma bifurcação nos caminhos do conhecimento, na qual, a prática diverge da teoria. O homem pode cumprir a Lei e assim, pela ação iluminada, atingir finalmente a perfeição, ou ele pode aceitar a expressão da Lei e, ignorando o Espírito, nela continuar, como está, imperfeito e não-iluminado. Aquele que recebe o Logos e subsiste no Espírito d'Ele cresce gradualmente em Sabedoria. 

Originalmente postado em: Canto Esoterico - Pagina Facebook

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