quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ressonância Schumann


Por: Consciência Cósmica


Ressonância Schumann

Não apenas as pessoas mais idosas, mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou possui base real? Pela “ressonância Schumann” se procura dar uma explicação.

O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por uma campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera que fica cerca de 100 km acima de nós, criando o que se chamou de “cavidade Schumann”. Nessa cavidade produz-se uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann) mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo(hertz). Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Essa ressonância está ligada ao sol e às condições ecológicas gerais da biosfera e da atividade poluidora humana. Sabe-se que o aumento crescente do uso de celulares favorece a poluição magnética a nivel de todo o sistema-Terra, além de interferir no equilíbrio magnético dos neurônios.

Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência de 7,83 hertz. Empiricamente fêz-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta frequência biológica natural. Antes, ela é extremamente propícia para o estudo e para o equilíbrio emocional humano. Quando nosso sistema biológico funciona nos parâmetros desta frequência, ele está em sintonia com a frequência magnética da Terra.

Experimentos que Schumann fez com estudantes, encerrando-os em “bunkers” isolados magneticamente, mostrou que ficavam perturbados. Introduzindo as ondas Schumann, voltavam, pouco tempo depois, ao estado normal. Detectou-se também que toda vez que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um “simulador Schumann” recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa frequência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90 a frequência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, recrudescimento do “el Niño”, maior degêlo nas calotas polares, aumento de tensões e conflitos no mundo e de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham continuamente lá de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que num momento de sua evolução começou a sentir, a pensar, a amar e a venerar, e hoje, a se alarmar. Porque somos isso, possuimos idêntica natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.

Se quisermos que a Terra reencontre seu equilíbrio devemos começar por nós mesmos: fazer tudo com menos stress, com mais serenidade, com mais amor que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa sermos um pouco anti-cultura dominante que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos, gerando desequilíbrio generalizado nas relações humanas.

Precisamos respirar juntos com a Terra para conspirar com ela em benefício de mais entendimento entre os seres humanos, de maior cuidado para com a Casa Comum e de uma paz mais duradoura para toda a humanidade. (Leonardo Boff, teólogo e escritor)

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Deixo com vocês uma explanação desse mesmo assunto na forma irreverente do saudoso Antonio Carvalho Filho.

Aceleração do Tempo
Conversinha ao Pé do Ouvido

Pressa e Ansiedade
Conversinha ao pé do ouvido

Uma observação pessoal - Marcelo Montebras

Acrescentaria que, além do tempo estar passando mais rápido, a nossa percepção do tempo também está acelerada aja vista estes tempos atuais onde parecermos estar "presos no futuro". Nunca estivemos tão competitivos como atualmente, sempre ansiosos por reconhecimento, por uma vaga de emprego, por melhores notas na escolas e faculdades e sempre vivendo o futuro em vez do presente e isto me lembra aquela parábola do "viver o hoje" em que o sábio diz ao pupilo: 

"Quando estou tomando café, eu estou tomando café! Quando estou comendo, eu estou comendo! Quando estou caminhando... Eu estou caminhando! Ao contrario de você, que quando está comendo ao mesmo tempo está pensando em fazer café e no trajeto da caminhada que irá percorrer depois, por isso você não vive o hoje, está sempre preso ao futuro e pra você o tempo passa mais rápido". 

Bem, não lembro ao certo esta parábola, mas sei que ela diz isso e que vale como uma grande lição que é Viver o Hoje!

Fraterno abraço. 

3 comentários:

  1. Essa ressonância de Schumann é um bem acabado sofisma tecnológico, e se Leonardo Boff não tivesse tido a impropriedade de tê-la mencionado em um artigo aqui no Brasil as pessoas não ficariam repassando esta informação que não tem procedência científica nenhuma com relação à sensação da passagem do "tempo", o que, ademais, é apenas "psicológico" e atualmente afetado pela relação das pessoas com os meios tecnológicos que tem alterado a rotina diária das mesmas.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. É uma teoria interessante, e não a conheço em profundidade, para aquilatar se realmente tem ou não fundamentação científica, como foi acima aventado. Atenho-me, neste assunto, ao velho conhecimento da Índia, que remonta a milhares de anos atrás, representado pelos Vedas e o Bramanismo. Cada humanidade atravessa quatro Yugas (ou Idades), a começar pela Satya Yuga (ou Idade do Ouro) e começa no máximo de espiritualidade e após vai gradativamente decaindo na materialidade, até chegar á Kali Yuga, a idade onde a consciência é fortemente voltada para o mundo material e distanciada da Espiritualidade. E ele dizem que nós estamos na Kali Yuga, onde tudo é materialismo (até a concepção de Deus é materialista), marco do fim do ciclo dessa nossa Humanidade que já cumpriu o seu destino.

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