sábado, 21 de julho de 2012

O Sentido Místico da Cruz como Símbolo





Por: Ernani Eustáquio de Oliveira

O Sentido Místico da Cruz como Símbolo

A cruz tem uma história curiosa. Símbolo da adoração do Cristianismo, representando a via do “resgate de nossa culpa pelo pecado original, isto é, de nossos pais, Adão e Eva”, ela foi, no Império Romano e na época de Jesus Cristo na Palestina, instrumento de punição e de tortura por crimes. Esse impulso instintivo, cristão, de adorá-la tem sua razão de ser. Na verdade, nos Arcanos, ou na Antiga História da Humanidade (que vai muito além da que lhe aponta a Ciência Moderna), o sentido místico da cruz é bem diferente do que lhe emprestou, muito tempo depois, o Cristianismo. 

A cruz originalmente se apresentava inserida dentro de um círculo (ambos os símbolos são muito antigos). O círculo representava o Universo manifesto; já o braço horizontal da cruz representava a Matéria, e o vertical, o Espírito. Assim, visto em seu conjunto, o significado era: “Espírito e Matéria interagindo e resultando, em consequência, o Cosmos manifestado. Tal era o sentido do símbolo do círculo com dois eixos internos, dividindo-o transversa e horizontalmente. Assim esotericamente, ainda hoje, a Natureza, em sua pujança, é o resultado da interação constante de Espírito e Matéria, gerando formas ou expressões manifestas. Digamos, em reforço desta idéia, que “Deus é Onipresente e Doador da Vida”.

Um outro sentido também para a cruz inserida no círculo é o círculo, representando o Cosmos manifesto ou o Espaço condicionado, e a cruz, que divide a circunferência em quatro partes, representando os quatro reinos visíveis,  da Natureza ou também os quatro pontos cardeais, firmando a idéia do espaço condicionado. 

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Com exclusividade para o nosso blog.


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