segunda-feira, 9 de julho de 2012

O que é Reencarnação? Porque Reencarnamos?




Por: Ernani Eustáquio de Oliveira


Nós morremos e voltamos ou não? E por que?


Falemos de um tema um pouco polêmico: a reencarnação e suas causas. O curioso é que este fato é plenamente aceito pela cultura do Oriente, mas rejeitado pela cultura cristã, ocidental. Antes de falar dele, façamos a pergunta: temos algo, em nós que sobrevive, após a morte? Aquele que se diz ateu responderá que não, que tudo é físico e químico. Já o cristão dirá: sim, sobrevive a nossa alma que é imortal. 


Pois bem, deixemos de lado o ateu, na sua escuridão, com sua crença no fim de tudo após a morte do indivíduo e vamos à crença cristã. Outra pergunta: “o que acontece com esse “ser que não morre”, a alma, após a morte do corpo?” O cristão responderá: “por força dos seus deméritos em vida, irá para o inferno, onde sofrerá eternamente, pelos pecados que cometeu”, ou “irá para o céu ou paraíso, onde desfrutará do gozo eterno por sua vida meritória na carne”. Já os reencarnacionistas (entre eles alguns cristãos) responderão: “essa unidade sobrevivente à morte do corpo (quer se chame alma ou Espírito) sairá da carne, para, depois de um certo período, voltar a ela novamente, em um novo corpo, com o fim de viver uma nova vida”. Isto é que é a reencarnação. E por que o ser voltará á carne? Voltará, para ter, na carne, uma nova chance, a fim de não repetir os erros que cometeu na vida anterior. E fará isto (ir e voltar), até que aprenda. Por força desse mecanismo, que o rege, essa unidade sobrevivente receberá, ao voltar, na carne, o resultado de toda ação que provocou efeitos danosos a outrem na vida anterior. Daí, aquele velho ditado popular: “aqui se faz, aqui se paga”. 


Existe, com certeza, um sentido de justiça muito mais forte nessa hipótese, do que aquela outra de que o indivíduo só vive uma vida, isto é, existe uma alma nova em cada nascimento. Nessa segunda hipótese, como se concilia com o senso de Justiça Divina o fato de nascerem tantos indivíduos fisicamente deformados ao lado de outros saudáveis? Ou indivíduos em terríveis condições sociais de carência e privação, ao mesmo tempo em que outros nascem em condições materiais, de conforto e provimento? Um Deus que dá uma única vida e permite que isto aconteça é de uma crueldade sem par. Está mais para um Demônio do que para um Deus. 


Alguns tentam justificar isto, dizendo que os filhos que assim nascem estão pagando os erros de gerações anteriores, mas, neste particular, por que têm de recair sobre eles, pobres inocentes, almas novas, que viveram uma única vida, os erros de seus ancestrais? Que vinculos eles têm com os erros de outros? Nesse particular, ainda, até a justiça humana, que é cheia de falhas é superior à Justiça Divina, porque, por qualquer lei de um país civilizado, um filho não paga por um crime de seu pai ou de seu avô (cada um é responsável por seus atos como adulto). Agora, se se admite que o filho hoje é o bisavô ou avô que voltou à carne, aí terá um certo sentido na afirmativa: “pagar pelos erros dos seus ancestrais”. 


O certo é que a vida é um movimento sem fim (tudo na vida é movimento), daí, o observar que tudo, por força nesse movimento, muda na Natureza física, à medida que o tempo passa (nós mudamos na aparência física e mudamos nossas idéias e convicções ao longo do tempo; nada é permanente) . Esse movimento também se faz presente no ir e voltar nos dois lados da vida: na carne e fora dela. Chamemos a vida na carne de mundo objetivo e fora da carne de mundo subjetivo. Existe uma lei que administra todo esse movimento que os orientais conhecem como a Lei do Karma. 


O que é a Lei do Karma? É um mecanismo que está a serviço de manter, digamos, o rumo verdadeiro, da vida, fazendo correções aqui e ali. A vida tem um impulso divino e tem de ser dirigida para a harmonia e equilíbrio em todo o Universo. Infelizmente, o homem que pensa e tem livre arbítrio tem o poder de tomar decisões (decisões erradas dentro de sua limitada capacidade de entender ainda o Universo) e assim interfere nessa trajetória para a o equilíbrio e harmonia. Daí, a ação da Lei do Karma que recoloca o infrator na trajetória interrompida, sentindo os efeitos dos erros que causou, até que ele, por sua própria decisão, alinhe-se com o rumo certo e entre em sintonia com o ritmo do Universo. Tenhamos em conta, porém, que o Karma trabalha as causas, não os efeitos. 


Assim, se, nesta vida, somos, por exemplo, agressivos com os outros, frequentemente, em nome do “não levo desaforo para casa”, semeamos dor e mágoa nos outros, uma causa que terá de ser trabalhada em nós será a intolerância, a impaciência e assim por diante. O nosso objetivo na vida é “crescer para Deus”, e só faremos isso, à medida que “sairmos de nós mesmos”, “deixemos de pensar em nós, para pensar mais no próximo”. Desta forma, somos nós os próprios autores das condições em que nascemos e em que vivemos. “Na carne, plantamos, na carne colhemos o fruto das sementes, que semeamos”. Erga, portanto, a cabeça, pois você é senhor do seu destino. Lembre-se de que você mesmo é responsável pelo seu próprio paraíso ou inferno futuros. Prossiga confiante na certeza de que a sua viagem o levará muito mais além do que você imaginava e no fato de que o ritmo do seu avanço só depende de você.


FIM

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Com exclusividade para o nosso blog.






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